29/10/2013

Germinadores caseiros

Neste post vou mostrar como se faz os germinadores.
De um garrafão corta-se a parte de cima para fazermos a tampa (foto 1), serve para fazer uma espécie de estufa, onde se faz um pequeno corte em cada canto (foto 2) para que possa encaixar bem.

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Foto 1

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Foto 2

Com a outra parte do garrafão que cortei fiz a base onde meti as sementes para poderem germinar. No fundo faz-se uns pequenos orifícios (foto 3) para se poder molhar as sementes sem que fiquem com água.

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Foto 3

De outro garrafão corta-se o fundo (foto 4) para fazer o reservatório da água que sairá do germinador, numa das laterais faz-se um pequeno corte (foto 5) para quando o reservatório estiver cheio ir despejando.

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Foto 4

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Foto 5

E aqui está uma foto dele desmontado começando pela tampa seguido da base onde se mete as sementes e por último o reservatório.

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O outro germinador que fiz é quase da mesma maneira só que sobrepondo as bases onde vão ficar as sementes ficando como na foto 6 armado e na foto 7 desarmado começando pela tampa seguido de duas bases para sementes e por último o reservatório.

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Foto 6


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Foto 7


Aqui estão os germinadores para poderem ver os 2 tipos que fiz, o da direita é mais para o germinado crescer bem o outro e para que gosta de ter o germinado pouco tempo e depois dar às aves.

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Germinado

Hoje vou mostrar-vos como faço o germinado e como fiz o meu germinador.
As sementes que uso para germinar são as mesmas que lhe costumo dar misturando os vários tipos de sementes. Faço dois tipos de germinado, um que dou para exóticos e outro para aves de bico curvo, o de exóticos meto mistura de exóticos, mistura de canários, mistura de periquitos e mistura de diamantes africanos (foto 1) e o germinado para aves de bico curvo meto mistura de periquitos, misturas de caturras e mistura de pombos (foto 2).

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Foto 1

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Foto 2

Depois de já ter misturado tudo bem meto numa garrafa cortada a meio (foto 3) para ficarem com água mais ou menos 8 horas, deve-se ir renovando de vez em quando a água. A foto 4 mostra as sementes dentro da garrafa já com água e à superfície da água irão ficar alguma sementes que irão caindo ao absorverem a água só as que não prestam é que irão ficar à superfície e que devem ser retiradas no fim.

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Foto 3

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Foto 4

A seguir meto as sementes que já estão cheias de água dentro de um garrafão (foto 5 e 6) e passo-as por água de manha e á noite para irem mantendo a humidade.

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Foto 5

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Foto 6

Passado uns dias os rebentos do germinado já são bem grandes como mostra a foto 7, na foto 8 o germinado já tem um semana e foi quando dei desta vez mas costumo dar como está na foto 7 ou até menos tempo, passado umas horas não há vestígios de germinado nos comedouros.

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Foto 7

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Foto 8

24/10/2013

Um bom esconderijo

Se esta fêmea dos bengalins do japão não se calha a mexer nem sequer a tinha visto, como não tinha nenhum ninho de madeira ou de cabaça naquela parte não estava à espera que estivesse além um ninho mas é verdade ele estava lá.
Este casal nem sequer precisou de um ninho porque foram eles que o construíram, fizeram-no em forma de bola todo camuflado que mal se vê o que está lá dentro.

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23/10/2013

Será mutação?

Como o título indica não sei se estarei perante uma mutação nova no meu plantel.
Quando estive a anilhar a ninhada onde este rapazinho estava tive uma grande surpresa, começo a tira-los para anilhar um por um até que cheguei ao último e tudo parecia normal até que abriu as asas e reparei que cada asa tinha metade branco e metade castanho algo que nunca tinha visto nas minhas aves, fiquei logo deslumbrado a ver a asa e ao mesmo tempo curioso para saber se depois da muda iria continuar com este padrão nas asas ou iria perdê-lo para ficar todo castanho.

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Os primeiros a sair do ninho

Com a curiosidade de conhecer o que está do lado de fora do ninho os mandarins começam a sair do ninho e dar os seus passeios de ramo em ramo a esticar as asas, estes foram os primeiros e os outros 2 não devem de faltar muito.

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16/10/2013

As primeiras crias

Esta temporada até já os bico de chumbo começaram a criar, já nasceram 2 e têm mais 3 ovos galados.
Ainda não consegui meter os bengalins do japão a criar não sei se por a gaiola ser diferente, o ano passado criaram em gaiolas só com rede a frente e no fundo e este ano as gaiolas são todas em rede mas agora separei os machos para um lado e as fêmeas para sem se verem até acabar o tratamento mas já ando a fazer gaiolas duplas do mesmo tipo que as do ano passado para ver se o problema é mesmo das gaiolas. Os únicos que estão a criar são os que estão nos viveiros.

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2 crias de bico de chumbo

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Cria de bengalins do japão

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3 crias de periquitos australianos

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2 crias de rolas diamante já anilhadas

Trio de codornizes

Aqui está um dos trios de codornizes que tenho, macho canela e uma fêmea clássica e uma cinzenta. A fêmea castanha tem chocado mas ainda não tirou nada vamos ver se é agora com este macho que tira.
O outro trio é um macho clássico com uma fêmea canela e uma branca.

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15/10/2013

A minha criação de bicho da farinha

Hoje vou mostrar-vos a minha criação de bicho da farinha (tenebrio molitor), é bastante fácil a criação e a manutenção deste alimento para as nossas aves e sempre se poupa mais algum, comecei com 250gr e já tenho mais de 1kg.

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Bichos da farinha quase a transformarem-se em pupas ou em alimento


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Colónia de escaravelhos

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Outra colónia mas esta ainda na maioria em pupas mas há já alguns escaravelhos novos

14/10/2013

Bicho da Farinha (tenebrio molitor)

O tenebrio chega a nós desta forma. São larvas de tamanho médio/grande que podemos manter em casa, basta juntar um substrato base (farelo) que servirá de alimento às larvas durante todo o processo.

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No entanto, aqui por estes lados damos uma alimentação mais completa, que consequentemente resultará numa melhor nutrição para os nossos animais. Optamos por juntar Cenouras, couves, feijão verde e outras verduras que são rapidamente devoradas em poucas horas. Basta colocar estes elementos sobre as larvas e o farelo. Não é necessário "enterrar" ou "penetrar" no substracto.

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Com o passar dos anos, e o vício sempre a crescer, começamos a adquirir novos animais para melhorar/aumentar a nossa colecção e o preço da alimentação começa a sentir-se cada vez mais. Está na altura de fazer um pequeno plano de criação para atenuar um pouco as despesas. É então que estudamos as fases da vida de um tenebrio.
Chega a nós em forma de larva que mal conseguimos pegar nos primeiros dias pois ainda não estamos familiarizados com a "coisa". 

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Depois de algumas semanas a comer aquilo que lhes dermos e de mudar algumas vezes de "casca", transformam-se naquele que é o momento mais nojento para muitos. A pupa.
 
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Nesta fase (pupa), não é necessário qualquer tipo de alimentação ou substracto, basta deixar o tempo passar até que o novo escaravelho sai do interior da pupa.
Na imagem em baixo estão dois escaravelhos diferentes, no entanto são iguais. O que faz deles ter cor diferente é o facto de o escaravelho da esquerda ter saído do seu "casulo" (a pupa) pouco tempo antes da fotografia, enquanto que o escaravelho da direita (preto) já tem alguns dias e está preparado para acasalar com outro escaravelho.

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Na próxima imagem temos 3 escaravelhos. Ao centro um branco (recente), à direita um castanho (fase intermédia) e sobre a esquerda um preto (adulto).

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Todos acabarão por chegar a este aspecto. Escaravelhos pretos, praticamente todos do mesmo tamanho e com vontade de acasalar. É muito difícil distinguir um macho de uma fêmea, na verdade nem vale a pena tentar, Pense é em recolher a maior equipa possível.

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A imagem abaixo está dividida em 3 partes obvias. Em baixo temos farelo, o substracto base onde os escaravelhos irão colocar os ovos depois de acasalarem. Recomendo uma caixa de plástico completamente coberta com uma altura de cerca de 5/10 cm de farelo. Na secção escura ao centro temos os escaravelhos adultos, prontos a reproduzir. Não necessita de qualquer tampa pois estes insectos não conseguem trepar o plástico liso da maioria das caixas. Em cima temos as pupas, que podem ser "atiradas" para a caixa dos escaravelhos onde acabarão por se transformar e começar logo a reproduzir. No Entanto, se não quiser correr o risco de um escaravelho comer uma pupa, pode juntar os escaravelhos quando estes estiverem fora da pupa, mas não levemos o caso ao extremo, a vida é mesmo assim e não é grande a diferença de algumas centenas de ovos no meio de tantos milhares produzidos por esta equipa.

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Passadas algumas semanas, temos os escaravelhos quase todos mortos. Chegou a altura de peneirar todo esse "lixo" e ficar apenas com um monte de farelo, excrementos e ovos.
Chegamos à fase terminal do processo. Temos as nossas colónias a renascer. Nestas caixas estão milhares de ovos invisíveis. Cada um deles resultará numa nova micro larva que eclodirá passado alguns dias/semanas dependendo da temperatura que usar.
Nas nossas modestas instalações temos uma divisão que está a uma temperatura constante que ronda os 25ºC e por isso não sentimos necessidade de proporcionar calor individual para cada colónia, no entanto uma temperatura a rondar os 28ºC é uma boa opção. Neste caso nem sempre se aplica a situação do "quanto mais quente melhor".
Na figura abaixo pode ver duas caixas contendo a maravilhosa mistura (farelo, excrementos e ovos).

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O tão esperado momento chega passadas algumas semanas. Temos micro larvas que já se conseguem ver a olho nu, embora com alguma dificuldade.

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Nunca espere que toda a colónia evolua ao mesmo ritmo. É óbvio que as larvas não vão eclodir todas no mesmo dia e por isso, numa fase inicial notará a diferença entre elas, até estas chegarem ao tamanho médio. Na figura abaixo pode ver mais micro larvas, embora estas um pouquinho maiores que as da imagem anterior.

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Passadas largas semanas, terá larvas de tamanho considerável, e poderá começar a dar alimentação variada em maior quantidade pois estas novas aspirantes a "super larvas" já darão conta do recado.

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Em baixo tem imagem de um tenébrio de tamanho médio.

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Recomendo que tenha especial atenção à grossura do substracto que usa pois nem todos são fáceis de peneirar. Se usar um substracto grosso de mais, não passará ao peneirar.
O substracto que usamos é "farelo fino" que podemos peneirar facilmente, ficando com a peneira cheia de larvas limpas prontas a servir.


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Fotos e texto retirados do site:
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